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Joselito Müller | Jornalismo Destemido
Joselito Müller | Jornalismo Destemido

Em entrevista exclusiva, Márcia Tiburi explica por que se recusou a debater com Kim

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Após grande repercussão do vídeo no qual a filósofa (sic) Márcia Tiburi se recusa a participar de um programa de rádio no qual debateria com um dos líderes do MBL, nossa equipe entrevistou com exclusividade a autora de “Como debater com um fascista”, que expôs os motivos pelos quais não aplicou o que leciona em sua obra e, enfim, debateu com aquele a quem adjetivou de “indecente”.

Joselito Müller – A senhora é autora do best seller “Como debater com um fascista”, mas se recusou a debater com o Kim Jong Un Kataguiri, que apesar de se autointitular liberal, foi chamado pela senhora de fascista. Que porra é essa?

Márcia Tiburi – Na verdade, eu usei a presença dele como pretexto, porque senti vontade de cagar.

Eu tinha comido um x-bacon na véspera, e assim que entrei na rádio senti uma pontada no estômago, uns calafrios e meu intestino delgado começou a fazer uns movimentos peristálticos, que anunciavam uma caganeira. Como estava ao vivo, fiquei sem graça de dizer isso, então aproveitei que o Kim estava lá e usei aquele pretexto que todo mundo viu.

Joselito Müller – E a senhora não podia ter voltado depois de fazer suas necessidades fisiológicas?

Márcia Tiburi – Meu filho, eu passei foi mais de uma hora cagando. Ficou insuportável dentro do prédio, chamaram até a vigilância sanitária. De todo modo, estou utilizando aquele mesmo vídeo para fazer uma propaganda viral do meu próximo livro que ensina mulheres a fugirem do patriarcado.

Joselito Müller – Como assim?

Márcia Tiburi – Embora eu tenha ensinado técnicas para debater com fascistas em meu livro, as vezes, em nome do debate de ideias, é melhor se recusar a debater com quem tem ideias intolerantes, diferentes das minhas. Eu tolero divergências, desde que sejam consensuais com aquilo que penso, entende? Divergir, tudo bem, mas desde que seja concordando. Por isso que afirmei na carta que publiquei sobre o episódio que senti medo de que no Brasil, após o golpe midiático-empresarial-judicial, não exista mais espaço para debater ideias. Sobretudo debater ideias sem necessariamente fazer debates.

Então nesse meu novo livro de filosofia, ensino algumas técnicas para promover o debate ao mesmo tempo em que me recuso a debater. É meio paradoxal, eu sei, mas espero que os leitores percebam a ironia kirkegaardiana da obra.

Joselito Müller – Poderia dizer algumas das técnicas ensinadas no livro?

Márcia Tiburi – Tem aquele velho truque de ter dois celulares e colocar o número de cada um como chamada de emergência do outro. Aí, quando você chegar na rádio e encontrar com um fascista, você liga de um celular para o outro e sai de fininho, falando sozinha.

Outro método é simplesmente gritar que o interlocutor só fala clichês, chamá-lo de fascista, e sair correndo antes que ele tenha alguma reação.

Tem também o truque de fingir que está passando mal, como a Dilma fez uma vez em rede nacional e o clássico truque da falsa diarreia, que serve até para abonar falta ao trabalho e na facul.

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