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Joselito Müller | Jornalismo Destemido
Joselito Müller | Jornalismo Destemido

#Eleições2018 – Joselito Müller entrevista Manuela D’ávila: Bonitinha, mas comunista

A presente matéria compõe uma série sobre os presidenciáveis, que em sua maioria   aceitaram gentilmente serem entrevistados.

Advertimos aos “leitores sensíveis” que o objetivo da série é possibilitar, sem clubismo, que o público conheça um pouco melhor os pré-candidatos que se apresentam na corrida rumo ao Palácio do Planalto.

Leia AQUI o primeiro texto da série.

NEW YORK – Atendendo gentilmente pedido de nossa equipe de reportagem, a presidenciável Manuela D’ávila, do Partido Comunista do Brasil, nos recebeu em Nova York, para onde havia viajado “para denunciar o imperialismo estadunidense de dentro” após passar férias em Pyongyang.

Pré-candidata mais jovem ao Palácio do Planalto, Manuela conta com apoio internacional literalmente de peso, pois o líder norte-coreano Kin Jong Un há muito se demonstrou entusiasta de sua campanha.

Para mim, ele (Kin Jong Un) é uma grande inspiração. Se eu for eleita, pretendo me espelhar nele e tentar conseguir 100% do apoio popular, como ele obteve nas últimas eleições presidenciais”, declara a pré-candidata já pensando na reeleição.

Deputada estadual no estado do Rio Grande do Sul, Manuela ressalta que “a expressiva popularidade do Kin Jong Un desmente quem diz que o socialismo é ruim”.

Tal afirmação, corrobora com aquilo que diz o programa do PCdoB, legenda a qual é filiada, no seguinte trecho: “Com pertinácia, reformas e renovações, ao modo de cada um, China, Vietnã, Cuba, República Popular Democrática da Coreia (COREIA DO NORTE!) e Laos tiveram capacidade para resistir e manter hasteada a bandeira do socialismo. Agregam-se a essa renovação, em um estágio inicial, as jovens experiências da América Latina. Os governos de três países proclamaram a determinação de realizar a transição do capitalismo ao socialismo: Venezuela, Equador e Bolívia. (...) No alvorecer do século XXI emerge uma nova luta pelo socialismo.”

Manuela afirma ser um desafio sua pré-candidatura, e frisa que seu partido não lança candidato à presidência desde 1947, sendo que o PCdoB foi fundado em 1962 (Fonte AQUI).

O PCdoB, no entanto, alega ter sido fundado em 1922, ano em que foi fundado o PCB, posteriormente transformado em PPS.

Inobstante tal suruba de legendas atinente a datas, fato é que Manuela repete o mesmo discurso daquelas longínquas eras a respeito da interminável crise do capitalismo.

Ela esclarece que tal crise, mencionada pelos próprios Marx e Engels no Manifesto Comunista em 1848 como “ante-sala da revolução proletária”, “não tem nada a ver com os Gulags siberianos, nem com o que está acontecendo na Venezuela”, onde está tudo de boas, apesar da desgraça toda.

Inobstante defender regimes como o norte-coreano e o venezuelano, Manuela alega ser defensora ferrenha da democracia, e menciona o que afirmou outrora no programa “Pânico”: Teme certos pré-candidatos que defendem ditaduras e censura.

Sou defensora da liberdade de expressão”, afirma provavelmente olvidando que processou o signatário da presente matéria – e perdeu – por conta de uma postagem na internet.

Mas Manu, em Cuba, por exemplo, só existe um jornal, o Granma”, indaguei.

Você está muito desinformado. Além do Granma também tem o Juventud Rebelde”, corrigiu, lembrando que, além do jornal do Partido Comunista de Cuba, existe também na ilha o jornal da Juventude do Partido Comunista de Cuba.

Isso sim é liberdade de imprensa, não esse simulacro que existe nos países capitalistas”, enfatiza.

Manuela ressalta que, no fim das contas, os jornais impressos atualmente só servem para enrolar peixe na feira, mas que isso não contece nos países comunistas, pois lá não existem feiras.

Sobre o líder nas pesquisas eleitorais, o deputado Jair Bolsonaro, Manuela diz que ele quer matar todo mundo que pensa diferente dele, não ficando claro se tal declaração é um elogio ou crítica, haja vista a deputada ser admiradora de Josef Stalin, que, como é sabido, matou todo mundo que pensava diferente dele.

Sobre seu programa de governo, Manuela esclarece que, em conformidade com o que deliberou o Bureau Político do Comissariado dos Povos do Secretariado do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil – Secção Brasileira da Terceira Internacional Comunista – seu plano se resume na construção de “uma pátria socialista, sem a exploração do homem pelo homem”, e a implantação de um “regime soviético tipicamente brasileiro”.

Sobre o tema da segurança pública, Manu afirma que “é mentira que as leis são brandas no Brasil”.

Ela repete os argumentos que proferiu na discussão que teve com o humorista Márvio Lúcio, o Carioca, do programa “Pânico”, no trecho que transcrevemos abaixo:

Manuela Dávila – “Por que que soltam quem comete homicídio? Porque a polícia não tem capacidade técnica no que se refere a equipamentos, nem permissão legal para investigar. O que garante que alguém seja punido é a existência de provas, então, (…), por que se solta quem tem que ficar atrás das grades por longos períodos, que são os homicidas e os que cometem crimes sexuais?

Carioca – A lei é fraca

Manuela Dávila – Não! Porque a polícia não pode investigar.

Indagada se a pena de 6 anos para o crime de homicídio sem qualificadora era proporcional – conforme prevê o art. 121 do Código Penal – a presidenciável alegou que não teria tempo de responder, pois tinha uma reunião no shopping com alguns correligionários.

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