Protagonista de uma sucessão de insucessos que se sucederam incessantemente na Suprema Corte na condição de defensor da presidente Dilma Rousseff, o Advogado Geral da União, José Eduardo Cardozo, ao contrário do que muitos podem pensar, foi um advogado promissor no início de sua carreira.

Nossa equipe procurou colegas de faculdade de Cardozo, ex-professores e ex-clientes e, para surpresa de muitos, descobrimos um importante processo no qual o ex-ministro atuou na década de oitenta.

Referido litígio serviu como fundamento para a Súmula Vinculante nº 262537 do Supremo Tribunal Federal, dada sua relevância jurídica.

O objeto da lide era a busca e apreensão de um galo de briga que pertencia a um casal que, após o divórcio, brigaram na justiça pela guarda do animal.

A esposa, então cliente de Cardozo, pediu liminar de busca e apreensão, havendo o juiz de primeira instância negado o pedido por considerar que inexistia periculum in mora.

Insatisfeito, Cardozo interpôs Agravo de Instrumento, tendo o tribunal reformado a decisão interlocutória, concedendo à esposa o direito de ter consigo o galináceo.

Fui com o Doutor Cardozo no fórum buscar o oficial de justiça para buscar o galo, mas o único que estava trabalhando àquela hora da noite tinha ido cumprir outro mandado e nós tivemos que esperar algumas horas. Quando ele chegou, fomos atrás do meu ex-marido e o encontramos num bar. O oficial de justiça leu o mandado e (o ex-marido) apontou para o prato de tira-gosto, tomou um gole de cerveja e disse: ‘pode levar o galo.’”

O oficial de justiça certificou nos autos que, por conta do ocorrido, não seria possível cumprir o mandado.

1 COMMENT

  1. Com o recente impeachment daquela zinha, esse “baixaréu” já pode ser considerado o rei das causas perdidas.

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