Uma polêmica sobre a questão racial ocupou a mídia nos últimos dias, sobretudo quando a engajada revista Carta Capital entrou na briga em defesa dos afrodescendentes e, por conta disso, foi alvo de críticas de racistas de todas as matizes ideológicas.

Tudo se deu a partir do momento em que a revista publicou matéria na qual criticava a ausência de negros no telejornalismo brasileiro, no qual, tirando algumas exceções, é composta de branquelos, filhinhos de papai, criados no leito com pera e ovo maltino.

Quase que imediatamente após a publicação do conteúdo, vários internautas, numa campanha orquestrada de teor indisfarçavelmente racista, passou a divulgar uma fotografia na qual estão presentes todos os membros da redação da revista, onde não se vê, ao menos fenotipicamente, negro algum.

“De cara já é possível observar a falácia do argumento de que não temos negros na redação da Carta Capital, já que tal afirmação, com base na famigerada foto, só leva em consideração o fenótipo dos membros, além de ignorar o critério do IBGE, segundo o qual você pertence à etnia a qual se autodeclara membro”,

explicou o proprietário e chefe de redação, Mino Carta.

“Para evitar esse tipo de crítica infundada, venho a público anunciar que acabei de chegar da sede do IBGE, e lá me autodeclarei negro”, concluiu.

A atitude de Mino, quando divulgada, fez com que os ataques à revista cessassem instantaneamente, já que esvaziou os argumentos de seus detratores.

Mais tarde, Mino escreveu em seu Twitter: “100% negro. #ChupaCoxinhas.

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Joselito Müller é um personagem fictício que retrata as notícias do cotidiano. Numa classificação, seria um super-herói defensor dos… Defensor de nada, Joselito Muller é um personagem fictício que faz paródia de figuras públicas em situações cômicas. Nada é neste site é verdade, mas poderia ser. Além do charme, Joselito Müller é um competente jornalista, pioneiro no jornalismo de ficção brasileiro. Foi eleito três vezes consecutivas como um dos maiores filhos da puta da América Latina, além de ter sido indicado para o Pulitzer de reportagem mais escrota em 2013 e 2014.

3 COMMENTS

  1. Eu costumo dizer aos meus amigos e parentes: Se eu for descendentes de negros e escravos,serei e ponto final! E dai em? Tem algum problema? Para mim não!

  2. Como também consta da Declaração Universal dos Direitos do Homem do Hemisfério Norte, é garantido a todos o direito de declarar a cor da sua pele conforme o ambiente político, econômico e social.
    Assim, tem fundamento a declaração de negritude do Sr. Mino Carta, conhecido hoje por Mino Bilhetinho de Post It em razão de sua insignificância no quadro político; já tendo o ilustre bilhetista se declarado verde quando os militares tomaram o governo do Brasil – e em seguida da cor de ferrugem, na promulgação do AI5 que permitiu aos verdes-oliva governarem com mão de ferro. Porque a mão enferrujou, a cor escolhida então pelo hoje negro Mino teria sido esta. Ainda no uso do direito, no reconhecimento do governo militar sobre o retrocesso que impôs ao País, Mino teria se redeclarado de outra cor, o marrom claro.

  3. Senhores, vamos lá …
    se vocês observarem bem a foto do Sr. Carta, não precisa ser um antropólogo de fama como o FHC, para até arriscar de que parte do continente africano são oriundos os seus ancestrais …
    E sempre uma questão de boa vontade que nos é muito peculiar aqui em Terra Brasilis …
    É isso aí … mano Mino … Já é …

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