Especialistas em segurança pública são unanimes em dizer que jamais se deve reagir a um assalto, bem como é recomendável sempre andar com algum dinheiro e bens para satisfazer o cidadão que por ventura venha a te assaltar.

O que não se sabia até então é que o mercado do crime anda cada vez mais sofisticado, saindo muitas vezes da informalidade, o que pode ter consequências inesperadas para que cruze seu caminho.

Este foi o caso do aposentado Jarbas Judas Juracy Jurandir Jacó de Jesus que sofreu uma tentativa de assalto e, por não ter bens para entregar ao suposto ladrão, acabou tendo seu nome inscrito no Serviço de Proteção ao Crédito.

O fato se deu na semana passada no centro da cidade de Lapão Roliço, mas só foi divulgado hoje.

“Eu tava indo sacar minha aposentadoria, mas decidi ficar fazendo hora, porque o banco tava muito lotado e eu estava indisposto para ficar em pé na fila”, explica o aposentado. “Daí chegou um ladrão colocando a mão pode debaixo da camisa gritando ‘passa a grana’. Como eu não tinha dinheiro, celular, relógio nem passe estudantil, ele acabou indo embora irritado e ainda falou palavrão quando eu pedi desculpa”, lamenta.

Ele explica que necessitou pegar um empréstimo na Crefisa para comprar medicamentos, quando foi surpreendido ao ser informado que seu nome estava inscrito no Serviço de Proteção ao Crédito.

“Nunca fiquei devendo nada a ninguém, por isso me assustei. Quando fui verificar, fiquei sabendo que a inscrição se deu por eu não ter tido nada em minha posse no momento da tentativa de assalto”.

Representantes da Câmara de Dirigentes Lojistas informaram à nossa reportagem que a medida se dá para prevenir que pessoas sem condições tenham acesso ao crédito.

Seu Jarbas, felizmente conseguiu pegar cem reais emprestado pois, conforme informou, “a Crefisa dá crédito para negativados”.

3 COMMENTS

  1. Só falta a gangue do PT e semelhantes transformarem num P.L., já que o Joselito é melhor que Nostradamus.

  2. Eu gostaria de saber se a cidade de Lapão Roliço fica próxima à cidade de T. Melo Rego.

    Grato pela informação.

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