BRASÍLIA – O clima era de festa nas imediações da Câmara dos Deputados após a divulgação da derrota acachapante que o ex-presidente da Casa, Eduardo Cunha, acabara de sofrer.

Cassado por haver mentido a respeito de possuir contas no exterior, Cunha, que quase virou unanimidade nacional após o Impeachment de Dilma Rousseff, uma vez que quase todos os setores da política desejavam sua cassação, perde seu mandato protagonizando um episódio que faz lembrar o caso do então deputado Ibsen Pinheiro, que outrora recebeu a denúncia contra o então presidente Collor e, após o impeachment, também sofreu cassação.

A história acontece uma vez por tragédia, outra por farsa, já disse Marx”, falou Cunha emocionado.

Fogos de artifício, universitários dançando ciranda de roda e palavras de ordem marcaram os momentos imediatamente após o anúncio do resultado da votação no local onde se encontravam militantes da CUT, do MST, MTST e outros meliantes afins.

Enquanto a internet explodia de memes, os correligionários da ex-presidente Dilma Rousseff, como que acometidos por uma breve dose de sobriedade, olhavam uns para os outros como que a se perguntarem mutuamente: E agora?

Uma senhora que se encontrava no local usando um boné da CUT, chegou a perguntar com ares de ingenuidade:

“Mas como cassaram ele, se tudo não passava de uma conspiração para derrubar Dilma e salvar todos os outros?”

Impossibilitados de usarem doravante a célebre questão To be,or not to be Mas e o Cunha?”, os companheiros não conseguiram esconder um certo ar de tristeza, pois paradoxalmente, agora que Cunha caiu, não podem mais sustentar a tese de que tudo não passou de uma trama para derrubar a petista e preservar todos os demais delinquentes no parlamento.

É como se fosse o caso do cara que luta para se curar contra o câncer e quando se livra da doença, percebe que sua vida é uma merda: levou chifre enquanto estava internado, seu filho se filiou ao Psol, a filha anda dizendo por aí que ele não a representa e a Caixa Econômica quer tomar a casa que ele comprou pelo Minha Casa, Minha Vida. O cara não vê mais sentido na vida, que até então se resumia em vencer a doença e se mata”, divagou o filósofo Joselito Müller.

2 COMMENTS

Deixe uma resposta