Um fato inusitado chamou a atenção dos agentes penitenciários do Centro de Detenção Provisória Doutor Belzebú, localizado na periferia da cidade de Lapão Roliço.

O ocorrido consistiu numa linha de argumentação apresentada por um preso acusado de estupro que, para evitar de ser enrabado pelos colegas de cela, pediu que os mesmos aguardassem o trânsito em julgado de sua condenação.

“A Constituição diz que não posso ser considerado culpado, então não é justo ser penalizado agora, quando minha condenação ainda está pendente de recurso no STJ”, afirmou.

Ele argumentou também que, caso seja absolvido no final, “não há cristão no mundo que recupere as pregas que possivelmente irei perder” e pediu paciência aos colegas.

Os argumentos do preso foram recebidos com efeito suspensivo pelos outros custodiados, que se reunirão para decidir se aguardam o trânsito em julgado da pena para, só a partir de então, penalizar o requerente.

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