Em textículo publicado em sua página no Facebook, a ex-candidata à presidência da República, Luciana Genro, acusou Manuela Dávila, Jandira Feghali e Aldo Rebelo de apoiar ditadores (o que, frise-se, é bem verdade).

A publicação, intitulada “Sobre o socialismo e Kin Jong – um”, tinha o escopo de esclarecer “uma piada idiota” propagada na internet por um “piadista de direita”.

Já no início do texto, a trotskista afirma que “há até mesmo quem confunda piadas com histórias reais.”

Ela diz também que “Quem apoia o ditador da Coreia do norte é o PCdoB, partido da Jandira Feghalli, da Manuela Dávila, do Aldo Rebelo. O PSOL e eu não temos nada com isso.”

Embora afirme que “não tem nada a ver” dizer que o Partido Socialismo e Liberdade (sic) não apoia ditaduras, Luciana não fala da foto aí em cima, em que aparece toda serelepe em Cuba com um monumento a Che Guevara ao fundo.

Segundo a correligionária de Achille, criticar a Coréia do Norte não significa que o socialismo deu errado. Diz ela:  “Mas atenção, não é porque estas (experiências socialistas) fracassaram que o socialismo perdeu atualidade.”

Para Luciana, o capitalismo é que fracassou e o socialismo – sim, o socialismo – se mantém atual.

A filha de Tarso discorre textualmente do seguinte modo sobre o que imagina ser o trotskismo socialismo:

“O PSOL colocou no seu nome “socialismo e liberdade” justamente para afirmar que para nós só há socialismo se há liberdade e que também só há liberdade de fato se nos libertarmos das opressões e da exploração. Mas eu sempre digo que o nome é o que menos importa. A questão é que precisamos construir um novo modelo político e econômico. No político, com democracia real e não este simulacro que vivemos hoje, no qual as eleições são um grande teatro. Um modelo no qual o povo de fato governe, e não as castas políticas encasteladas no poder e sem nenhuma conexão com os problemas da maioria. E no econômico precisamos de um modelo que não coloque o lucro acima da vida e do bem estar das pessoas. Um sistema que garanta moradia, saúde, educação, cultura para todos e todas, que termine com a opressão às mulheres, aos negros, aos LGBTs. Um modelo em que os bancos e o mercado financeiro não ditem as regras e não fiquem com o nosso dinheiro enquanto o povo paga a conta da crise, como estamos vendo hoje acontecer no Brasil, nos Estados Unidos, na Europa. Mas não sou eu quem vai decidir como vai ser este novo modelo. Ele vai ser construído na própria luta, e vai ser libertário, com certeza.”

Talvez nunca saibamos sobre que diabo de regime é esse do qual Luciana fala em seu texto.

O mais provável é que, ao dizer que “há quem confunda piadas com histórias reais”, estivesse a falar de si mesma.

Por isso, quiçá, o post ridicularizando-a tenha feito tanto sucesso.

Luciana é uma piada que facilita a jocosidade de qualquer piadista de direita que queira fazer os outros rir dela.

Veja AQUI o texto de Luciana na íntegra.

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Joselito Müller é um personagem fictício que retrata as notícias do cotidiano. Numa classificação, seria um super-herói defensor dos… Defensor de nada, Joselito Muller é um personagem fictício que faz paródia de figuras públicas em situações cômicas. Nada é neste site é verdade, mas poderia ser. Além do charme, Joselito Müller é um competente jornalista, pioneiro no jornalismo de ficção brasileiro. Foi eleito três vezes consecutivas como um dos maiores filhos da puta da América Latina, além de ter sido indicado para o Pulitzer de reportagem mais escrota em 2013 e 2014.

1 COMMENT

  1. Não entendi. Li o texto todo e em nenhum momento informaram os locais de show. É Stand up? O show é com patrocínio governamental? Estudante paga meia? Bem que poderia ser de graça (para que as classes oprimidas pudessem também usufruir da cultura que as classes abastadas e opressoras lhes negam). Seja lá como for, temos que admitir o talento natural para comédia.

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