PALMAS/TO – Uma polêmica tem tirado o sono do Comitê Organizador dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas: Diversos participantes estão questionando a participação de “Guani-Kaiowás do Facebook” na competição sob alegação de que eles não são “índios autênticos”.

A palavra “Guani-Kaiowá”, composta pelo nome de duas etnias, é utilizada por vários usuários do Facebook como forma de solidariedade aos povos indígenas brasileiros, vítimas do latifúndio.

Deste modo, diversos usuários do epíteto, ao tomarem conhecimento da realização dos jogos no estado localizado no norte do Brasil, decidiram “formalizar” a tribo e solicitar inscrição no evento.

“A princípio  não vimos problemas na participação dos “Guani-Kaiowás”, já que aqui no Brasil, para ser considerado de certa etnia, basta a autodeclaração como tal”, declarou em nota o comitê organizador do evento.

“Jamais pensamos que outros povos indígenas, historicamente excluídos da sociedade, fossem protagonizar uma manifestação de preconceito tão acintosa”, diz a nota.

A permanência dos “Guani-Kaiowás” na competição está sujeita a julgamento do Comitê Organizador, mas a decisão é passível de recurso mediante a FIFA e o Comitê Olímpico Internacional.

O resultado do julgamento deve ser divulgado ainda esta semana.

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2 COMMENTS

  1. Os guarani-kaiowa do Facebook são transétnicos. Assim como ocorre com o gênero há pessoas que se consideram e se sentem como membros de uma etnia diferente daquela de seu nascimento. A sociedade careta e conservadora deve respeitar estas pessoas. Deve inclusive demarcar reservas para que os transétnicos vivam de acordo com os costumes indígenas. É uma questão de direitos humanos

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