BRASÍLIA – Após o término da sessão da câmara federal que aprovou em primeiro turno a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, os setores progressistas, que saíram derrotados do plenário um dia após obterem vitória em projeto análogo, denunciaram a manobra do presidente da casa, Eduardo Cunha, a quem chamaram de golpistas.

Curta Joselito Müller no Facebosta

Em meio os gritos de comemoração dos parlamentares favoráveis à medida, era possível ver o lamento dos que são contrários à mesma, tais como Maria do Rosário e Jean Wyllys, que deixaram o plenário com cara de cu.

“Isso que aconteceu hoje aqui foi um atentado contra a democracia”, lamentou Rosário, enquanto era possível ouvir ao fundo a já antológica canção do “tiozinho do foda-se”, reproduzida por algum deputado ainda não identificado até o momento.

Wyllys, por sua vez, declarou que é necessário barrar a aprovação da proposta na próxima votação.

“É uma absurdo a aprovação da PEC, já que na véspera apenas 303 deputados foram favoráveis, enquanto 184, ou seja, a maioria, foi contra”, explicou.

“Vou propor que o setor mais prejudicado com a aprovação da proposta se mobilize e faça uma greve geral no país.”

Indagado sobre a qual “setor” se referia, Wyllys explicou que aludia aos “menores infratores e trombadinhas em geral”.

A conversa teve que ser interrompida quando um grupo de parlamentares veio em nossa direção fazendo um “trenzinho” e cantarolando “chola mais”.

Até o fechamento desta matéria não havia sido confirmada a realização da greve proposta pelo deputado.

* Dedicado ao leitor Alexandre Charpinel

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