O governo Dilma Rousseff baixou hoje, dia 17, decreto que proíbe a exibição do filme “Doze Anos de Escravidão” em todos os municípios incluídos no programa “Mais Médicos”.

A medida, segundo Nota da secretaria de imprensa da Presidência da República, visa “impedir que os médicos cubanos que participam do programa se identifiquem com o personagem central do filme, e se sintam assim impelidos a abandonar seus postos e a pedir asilo político”.

O filme “Doze Anos de Escravidão”, que ganhou o Oscar de melhor filme 2014, conta a história real de um homem negro nos EUA do século XIX que, nascido livre, foi enganado e vendido como escravo para fazendas do Sul do país, antes da abolição da escravidão.

A nota do governo aproveita ainda para desmentir o boato que circulou recentemente, segundo o qual, diante dos vários casos de médicos importados de Cuba que desertaram, os cubanos integrados no programa seriam obrigados a usar tornezeleiras eletrônicas.

Na verdade, explica a nota, “em vez de tornezeleiras, os médicos cubanos usarão chips de localização colocados debaixo da pele e monitorados por satélite. Assim não poderão escapar”, esclarece.

Direto de Havana, o líder eterno de Cuba, Fidel Castro, elogiou a iniciativa do governo brasileiro, e anunciou que já decidiu copiá-la na ilha de sua propriedade.

“Cuba e Brasil estão cada vez mais parecidos”, afirmou o octogenário comandante, que aproveitou para agradecer à presidente Dilma Rousseff pelos milhões investidos pelo BNDES no Porto de Mariel.

“Agora eu quero um aeroporto novinho em folha”, acrescentou. Procuradas pela reportagem, as organizações de direitos humanos não se pronunciaram sobre o caso.

 

*Enviado por Gustavo Bezerra

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  1. Já há estatísticas que mostram que , em cidades onde o filme foi exibido, aumentaram as taxas de deserção e de fuga para os EUA entre médicos afro-cubanos da senzala Mais Médicos.

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