A ideologia de gênero, duramente criticada por setores mais atrasados da sociedade, tem prestado um relevante papel na reeducação da sociedade, na qual o senso comum incrustou a falsa ideia de que as pessoas são o que elas são e não aquilo que elas declaram ser.

Paradigmas, hoje já superados, dão conta de que todxs podem se autodeclararem aquilo que bem entendem, sem precisar ficarem adstritos à violência simbólica que rotula as pessoas com base em falsas premissas, tais como: “Os meninos têm pênis, as meninas têm vagina” (Quem não lembra dessa frase dita por uma criança no filme “Um tira no jardim da infância”, do reaça do Schwarzenegger?)

Felizmente, esse tipo de doutrinação conservadora já está com os dias contados, e é consenso (ou quase) que uma mulher pode ter um pênis e um homem uma vagina – embora a recíproca, de per si, não seja necessariamente verdade.

Além dos exemplos acima aludidos, também têm se tornado comuns os casos em que o sujeito nasceu ser humano, mas se sente, por exemplo, uma cabra e reivindica o direito de ser tratado como tal, como num recente caso que repercutiu em todo o planeta recentemente.

Pensando nisso, o flanelinha conhecido pelo nome de Carcaça, que vigia carros na Avenida Doutor Belzebú, na cidade de Lapão Roliço, decidiu inovar e se autodeclarou rico e bonito.

Não disposto a levar desaforo para casa, Carcaça exigiu que todxs respeitassem sua autodeclarada identidade fenotípica e financeira, angariando, por conta disso, um efeito colateral, segundo ele, deveras aprazível: comeu todo mundo do bairro.

“Tinha uma universitária aqui que se dizia Guarani Kaiowá, outro cara, filho de alemães, dizia que era negro e tinha até cotas na universidade, outra dizia que era homem preso num corpo de mulher. Como ninguém podia dizer o contrário, já que isso seria visto como preconceito, decidir me autodeclarar rico e bonito e desde então tenho comido muitas mulheres aqui na região”.

Carcaça é um caso de como a quebra de certos tabus conservadores pode ser benéfica para a sociedade em geral.

SHARE
Previous articleJean Wyllys deixa conservadores chocados ao revelar que já abortou
Next articleLula diz que dinheiro na conta é culpa da mão invisível do mercado
Joselito Müller é um personagem fictício que retrata as notícias do cotidiano. Numa classificação, seria um super-herói defensor dos… Defensor de nada, Joselito Muller é um personagem fictício que faz paródia de figuras públicas em situações cômicas. Nada é neste site é verdade, mas poderia ser. Além do charme, Joselito Müller é um competente jornalista, pioneiro no jornalismo de ficção brasileiro. Foi eleito três vezes consecutivas como um dos maiores filhos da puta da América Latina, além de ter sido indicado para o Pulitzer de reportagem mais escrota em 2013 e 2014.

4 COMMENTS

  1. Eu me declaro como macho bem dotado com um pênis de proporções eqüinas. E quero que a sociedade me reconheça como tal.

  2. Ele penas aproveitou as oportunidades e foi passando o rodo,sem dar preferência prá ninguém.

Deixe uma resposta