BRASÍLIA – Preocupados com os baixíssimos índices de popularidade do governo Dilma, que e encontra atualmente, em termos percentuais, inferior à inflação, governistas de todas as laias têm adotado uma postura diferente de outrora.

Essa semana foi a vez de Aluízio Mercadante, Ministro Chefe da Casa Civil, protagonizar uma cena inesperada até pouco tempo, quando o mesmo elogiou o PSDB, outrora taxado pelos petistas de extrema-direita-neoliberal-fascista.

A intenção de Mercadante foi abrir um canal de diálogo com setores da oposição light, como é o caso dos tucanos, e garantir que a presidenta termine ao menos este ano de governo antes de sofrer impeachment.

“Se as coisas continuarem como estão, até o PT vai sair da base aliada do governo”, declarou Mercadante. “O governo tá tão impopular que até a Dilma estava querendo ir para a próxima passeata a favor do Impeachment dela própria, mas sua assessoria recomendou que não seria muito adequado.”

Mercadante tem assumido o papel de pacificador, e tenta atrair oposicionistas para o diálogo.

Questionado se o fato do PT financiar blogs para difamar setores da oposição, tais como o portal 247, que, segundo a polícia, tem recebido propina para adotar a sua linha editorial chapa-branca, Mercadante desconversou.

Esta semana, Mercadante chegou a reconhecer que o “o governo errou” e que “o PSDB tem experiências importantes na administração”. Ao fim, chamou os tucanos para firmarem um acordo suprapartidário.

As declarações do ministro deixaram a presidente Dilma confusa.

“Como é que ele elogia o PSDB, se até poucos dias nós colocávamos a culpa de tudo neles? Eu pensei que a culpa era do FHC. E agora, vamos culpar quem?” questionou a presidente Dilma.

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