Dilma disse que no Acre não existe internet

BRASÍLIA – Alvo de recorrentes piadas nas redes sociais, a presidente Dilma Rousseff foi protagonista da iniciativa, até o momento improfícua, de “humanizar as redes sociais”, que consiste basicamente em incentivar denúncias de “violações de direitos humanos” e “propagação do ódio” na rede.

Os resultados, no entanto, não têm sido os esperados. Perfil que satiriza a iniciativa no Twitter, por exemplo, conta com mais seguidores que o perfil criado pela presidência, que vem sendo alvo de sistemáticas críticas e piadinhas maldosas, confirmando o aforismo que diz que “a zuera não tem limites”.

Inconformada com as críticas, a presidente declarou que “Olha, eu vou contar para vocês, o #HumanizaRedes foi inspirado nas delações da revolução cultural chinesa e não tem pretensão de fazer censura a ninguém. Já falei várias vezes qual o propósito e quem se recusa a humanizar as redes devia ser deportado para o Acre, onde não existe internet.”

A presidente explicou que “antigamente na União Soviética quem era flagrado falando besteira na internet era enviado para a Sibéria para ser reeducado. Aqui no Brasil, no que se refere à reeducação, eu acho que seria muito importante enviar essas pessoas para o Acre para ficarem isolados no meio do mato trabalhando no seringal e refletindo que não devem falar mal dos outros nas redes sociais.”

Embora tenha se expressado de tal maneira, a presidente nega que pretenda articular projeto de lei que preveja a deportação de quem “propagar o ódio na internet”.

Segundo Dilma, “por enquanto não pensamos nisso”.

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