BRASÍLIA – O brasileiro, que segundo pesquisa é, em sua maioria a favor da redução da maioridade penal para 16 anos, assistiu com cara de cu o resultado da votação da proposta na câmara federal, que a rejeitou.

“Caso cinco parlamentares tivessem votado a favor da redução, a proposta teria obtido os três quintos necessários para aprovação em primeiro turno, uma vez que se trata de emenda à constituição”, explica o professor de direito constitucional da Universidade Federal de Lapão Roliço, Marcondes Marconeide.

“A proposta ainda vai ser votada em segundo turno na câmara”, explica.

Poucas horas após ser divulgado o resultado da votação, vieram à tona documentos obtidos pela Polícia Federal que comprovam a ligação de vários deputados que votaram contra a redução da maioridade penal com trombadinhas.

Segundo o delegado que investiga o caso, Dr. Toletão Barbalho,

“obtivemos interceptações telefônicas, autorizadas pela justiça, nas quais constatamos a ligação de vários deputados com setores organizados do crime infanto-juvenil.”

O delegado não quis revelar nomes, mas afirmou que “vários membros de organizações criminosas assistiram a sessão, já que os mesmos seriam atingidos diretamente caso a medida fosse aprovada.”

A sessão na qual foi votada a proposta foi marcada por protestos comandados por entidades estudantis, como a União Nacional dos Estudantes.

“Não estamos aqui para defender bandido”, explicou um manifestante, “estamos aqui para protestar contra a criminalização da juventude pobre e negra”, concluiu.

Inquirido pela nossa reportagem se a redução da maioridade penal só atingiria quem cometer crime, o manifestante nos mandou tomar no cu.

“O risco da chamada ‘bancada do crime’ sair vitoriosa dessa discussão é, em pouco tempo, aumentar a maioridade penal para 21 anos”, avalia o cientista político Ulisses Lira Ursulino Luiz Croquete de Sá .

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