BRASÍLIA – O deputado federal Orlando Silva, do Partido Comunista do Brasil, assustou o Bureau Político do Comitê Central de seu partido ao subir na tribuna da câmara para defender a democracia.

Orlando foi motivado pelo recebimento da petição que pede o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o que dá origem ao processo que julgará a mandatária.

O pronunciamento assustou dirigentes da legenda, que imediatamente ligaram para o parlamentar e indagaram se o mesmo sairia do partido.

“Defendemos a democracia, contra esse golpe que estão tentando emplacar contra a presidente democraticamente eleita”, disse o deputado, que posteriormente, teve que fazer uma autocrítica diante dos dirigentes de seu partido.

“O Comitê Central do Partido Comunista do Brasil ressalta que, embora um de seus dirigentes tenha declarado na sessão de ontem da câmara federal que defende a democracia, o partido se mantém fiel aos seus princípios em defesa da ditadura do proletariado”, disse em nota oficial assinada pelo Secretário Geral da agremiação, kamarada José Tocantins.

O Partido Comunista do Brasil, em seu 6º Congresso, realizado em 1982, aprovou resolução cujos princípios mantém até a presente data, que diz o seguinte:

“O centralismo democrático, espinha dorsal da estrutura partidária, é um princípio organizativo e um dos principais elementos na formação ideológica do militante comunista. É uma das principais armas do proletariado na luta pela conquista do poder político e posteriormente para a consolidação da ditadura do proletariado. Não é por acaso que todos os que se opõem a esses objetivos da classe operária atacam raivosamente o centralismo democrático e tudo fazem para destruí-lo.”

Leia aqui o documento na íntegra.

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7 COMMENTS

  1. Orlando vai pedir asilo político na Coreia do Norte, única democracia proletária existente no planeta.

  2. O desastrado pronunciamento deste deputado provocou comoção até em Moscou. Soubemos que verteram lágrimas do cadáver embalsamado de Lênin e que o Secretário Geral do POSDR disse a boca pequena em almoço com a cúpula do partido que o deputado é um “imbecil”.

  3. Duvido que seja uma citação ipsis litteris do pronunciamento de Orlando. Ele não teria dito “…contra a PRESIDENTE democraticamente eleita” e sim “contra a PRESIDENTA democraticamente eleita”.
    Orlando Silva tem poucas chances de escapar de um julgamento encenado na próxima reunião extraordinária do Comitê Central, na qual todos os membros, votando através de levantamento de mão, o julgarão culpado de alta traição. Não fará mais parte da nomenklatura, com certeza. Será rebaixado a um mero apparatchik, condenado a pixar prédios da Abril.

  4. Joselito, notícia urgente: corre pelos corredores de Brasilia que a presidente Dilma consultou o presidente Collor para saber como fazer quando for defenestrada do planalto. Como ela iria sair com aquela cara altiva de Collor de mãos dadas com Rosane se nem sequer tem marido? Collor a aconselhou a sair de mãos dadas com o pai. Dilma gostou da ideia e mandou ligar para lula imediatamente para agendar a pantomima.

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