SEMINÁRIO DE ZUEROLOGIA – A deputada estadual Manuela Dávila, PCdoB osta-RS, promoveu esta semana um debate sobre ódio na internet.

O curioso é que a jovem deputada, auto proclamada baluarte contra o discurso de ódio nas redes sociais, pertence a um partido que defende regimes que executaram sumariamente pessoas, tais como a União Soviética de Lênin e Stalin, Cuba e até mesmo, pasmem, a Coréia do Norte.

Como o Rio Grande do Sul fica um pouco distante do Rio Grande do Norte, nosso conselho editorial considerou que seria jogar dinheiro no lixo enviar um correspondente para inquirir à nobre parlamentar se não seria um tanto quanto contraditório condenar o ódio em redes sociais, ao passo que defende governos que jogam dirigentes aos cachorros, em execuções que fariam até o goleiro Bruno e o Macarrão sentirem pena (ok, exagerei).

Não é de hoje que o PCdoB é adepto do que este que ora vos escreve batizou de “doutrina do paunocuzismo”, consistente em pregar uma coisa e fazer outra exatamente oposta.

Os mais sofisticados poderiam chamar isso de “duplimpensar”, mas os conceitos são distintos.

Renato Rebelo, certa feita interpelado pelo signatário, declarou que os comunistas jamais perseguiram gays e afirmar isso seria, em verdade, preconceito contra comunista.

A “doutrina do paunocuzismo” se resume na conduta de, querendo a todo custo subverter a ordem vigente de modo “revolucionário”, não hesitar em defender pontos de vistas opostos a depender da situação.

Assim, Renato Rebelo não vê contradição em falar bem de Stalin e Fidel para seu séquito e, no mesmo dia, falar contra a “homofobia” para os eleitores de sua legenda.

Manuela, por sua vez, também não vê problema em apoiar a Coréia do Norte – que aderiu ao método Bruno-Macarrônico de execução de ex-ministros –  e discursar de forma desenvolta contra o ódio nas redes sociais.

O evento de Manu não poderia ter terminado de forma mais sintomática: Quase na porrada.

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