BRASÍLIA – Com vários de seus membros mencionados na delação de Sérgio Machado, segundo a qual quadros importantes como Jandira Feghali e Aldo Rebelo estariam envolvidos em esquemas de corrupção, o Partido Comunista do Brasil (Seção Brasileira da Terceira Internacional Comunista), por meio do Bureau Político do Comissariado do Comitê Central, emitiu nota na tarde de ontem esclarecendo que, na verdade, o recebimento de propina por alguns camaradas foi tudo culpa do capitalismo.

O documento veio a lume em meio a uma campanha difamatória perpetrada pelos veículos de comunicação da burguesia, que tentam atribuir aos comunistas a responsabilidade pelos seus próprios atos, reproduzindo a ideia falaciosa de que, no capitalismo, pode acontecer algo reprovável sem que seja de inteira responsabilidade da classe burguesa.

“No sistema capitalista, o proletariado fica, muitas vezes, suscetível de ser influenciado pela ideologia burguesa e finda por querer protagonizar as mesmas práticas das elites na política, tais como receber propinas, ir passear em Paris e Nova York e não pagar direitos trabalhista a seus funcionários”, diz o documento.

De modo bastante esclarecedor, a nota também trata da propina envolvendo muitos de seus dirigentes no programa “Minha Casa, Minha Vida”, afirmando que, caso o Brasil fosse um país socialista, nada disso estaria acontecendo.

“Como seria possível que alguns de nossos camaradas se corrompessem se o Brasil fosse socialista, já que no socialismo ninguém tem dinheiro pra nada?”, questiona o documento.

A iniciativa dos camaradas do Comitê Central serviu para desmascarar essa tentativa frustrada da imprensa burguesa de tentar macular a imagem da vanguarda do proletariado brasileiro, reafirmando a ideia sintetizada na frase do camarada Millôr Fernandes, segundo a qual o capitalismo é a exploração do homem pelo homem, mas o socialismo é o contrário.

 

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