O carnaval, momento de descontração e alegria – como atesta a foto desta notícia – ficará mais triste ano que vem.

Isso porque um Termo de Ajustamento de Conduta – TAC, assinado entre o Ministério Público e o Sindicato Brasileiro de Bandas de Marchinhas Carnavalescas banirá, do carnaval do próximo ano, músicas consideradas preconceituosas.

A iniciativa partiu da Promotoria da Cidadania Gay, inspirada pelo recente episódio em que o ex-vocalista da banda Chiclete com Banana, Bell Marques, mudou a letra de uma de suas belas canções, consideradas unanimemente pelo povo brasileiro como racista.

“Muitas dessas músicas trazem uma mensagem muitas vezes preconceituoso, reproduzindo uma realidade social que não tolera a diversidade e os direitos humanos, o que pode gerar situações de desconforto até mesmo durante um baile de carnaval”, disse a promotora de justiça.

Entre as músicas que não serão tocadas, está o clássico “Maria Sapatão”, de autoria de Abelardo Barbosa, o Chacrinha.

Os versos da canção, de singeleza capaz de causar inveja a um Camões, dizem que a tal Maria Sapatão, de dia é Maria e de Noite é João.

Além da lesbofóbica composição do Velho Guerreiro, também estão proibidas as canções ”Olha a cabeleira do Zezé”, por ser homofóbica e islamofóbica por conta do verso “Será que ele é Maomé?”,O teu cabelo não nega, mulata”, por ser indisfarçavelmente racista, “Você pensa que cachaça é água”, por ofender o ex-presidente Lula, entre outras.

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Joselito Müller é um personagem fictício que retrata as notícias do cotidiano. Numa classificação, seria um super-herói defensor dos… Defensor de nada, Joselito Muller é um personagem fictício que faz paródia de figuras públicas em situações cômicas. Nada é neste site é verdade, mas poderia ser. Além do charme, Joselito Müller é um competente jornalista, pioneiro no jornalismo de ficção brasileiro. Foi eleito três vezes consecutivas como um dos maiores filhos da puta da América Latina, além de ter sido indicado para o Pulitzer de reportagem mais escrota em 2013 e 2014.

14 COMMENTS

  1. Homens e mulheres são construções sociais do patriarcado eurocêntrico.
    Se a Promotoria da Cidadania Gay quer destruir o patriarcado burguês, conforme recomendado pela Escola de Frankfurt, não pode utilizar tais símbolos ou seus consectários (gays, lésbicas, transmorfos e walking deads).
    Mas então cai-se em um paradoxo.
    Como a esquerda não quer fatos e sim versões de sua verdade do desconstrutivismo, fica-se o cão a correr atrás do rabo em um looping sociológico infinito.
    Então que proíba-se também as músicas do Djavan que afinal ninguém entende mesmo ou a música do Belchior (que continua desaparecido) “Medo de Avião”, afinal o agente masculino (que é um estuprador em potencial, pois é homem, como bem definiu a musa Lola, escreva Lola) utiliza-se de um ardil (o medo de avião) para segurar a mão da agente-vítima do estupro.
    Afinal segurar a mão de uma mulher sem seu prévio consentimento por escrito é equiparado a estupro.

    • Cara, me passa um pouco disso que vc bebeu (cheirou, comeu, sei lá…).
      Acho que é por aí, mas boiei!

  2. Isso é um ABSURDO do ABSURDO, antes éramos país alegre e democrático e estão tornando em um país triste e ditatorial com essa babaquisse do politicamente correto…muito triste mesmo…vão acabar com alegria e zoação do carnaval…

  3. Eita povo que gosta de censura , tá pior que na ditadura militar.As pessoas tem que entender que censurar música nao acaba com o preconceito, o preconceito só vai acabar com educação e discussão.

  4. Uai sô! De acordo com o governo da Dona Dirma Rurssehffff e de acordo com a atuar cunjuntura do Brasill, a censura num deviria ixisti! Nóis num stamo viveno num pais, que segundo as normas, vivemo democraticamente? Pois é sô! Essa músquinha que fala do sapatão é muito mais antiga do que meus 30 anos de idade. Se num pode cantá essa tuadinha nos carnavá, tem que proibi muitas outras coisa que o pessoar canta e fala que é músca, coisas que o pessoar fala que é música, mas, é umas merdas de umas coisas horrorosa e sem sintido, umas bosta. A começar pelo Funk, punk, Axé, arrocha, Sertanejo Universitário, alguns pagodes que são umas merdas de ruim, Reive e outras bostas, bem bostonas como as que escrevi ai em cima. Esse povo que é adepto do lesbinoismo, aliás, não, é Lesbonoismo, não, é lesbanoismo – les-bi-a-nismo; à pederastia descabida, o comportamento vergonhoso de homens com barbas na cara se beijando em via pública descaradamente e despudoradamente é mais deprimente e vergonhoso do que cantar uma música linda como essa que está sendo proibida. O Chacrinha que era nosso grande mestre da comunicação e que na época que ele tinha o programa, a censura era bem mais violenta, deixou que cantássemos lindamente, porque que no governo Dilma, ela está sendo proibida. Se a música fosse uma alusão à cor do cidadão, eu seria o primeiro a ir contra, mas, falar de viado e sapatão, eu quero é que eles vão fazer o que mais gosta, que é tomar no cú.

  5. Islamofobia, gayfobia, silvicolofobia e outras práticas fóbicas são intoleráveis no cenário fóbico nacional e transnacional. A diversidade e pluralidade humana e intergalática não merece tanto descrédito e ódio de gênero, raça, cor e outros atributos por ser cruel demais viver assim ….

  6. Até que enfim alguém lá em Brasilia teve bom senso de proibir a música “Maria sapatão”, realmente é uma música “lesbofóbica” e “lesbofomismo é crime!!! Essa música deveria ser banida de nossas rádios AM, bem como o autor da mesma deveria ser processado e proibido de compor novas letras com teores “preconceituoso, reproduzindo uma realidade social que não tolera a diversidade e os direitos humanos”.

    • deixa de ser babaca , homossexualismo é aberração de comportamento , a musica tem que ser tocada e muitas vezes para mostrar que isso não é normal ,e vá tomar no cu , coisa que você deve gostar , sua aberração.

  7. Nao sei porque proibir uma marchinha que ficou conhecida em todo Brasil quantas maria sapatão existe por ai? nao e novidade não, eu acho que a bicharada nao vai gostar da proibição

  8. “Índio quer apito” também é uma canção notadamente “sílvifóbica”, ao tentar expor ao ridículo a nossa tão sofrida população silvícola. “Máscara negra” é outra que afronta toda a comunidade afro. Mas atenção: não se trata de censura, visto que esta é uma prática tucano-fascista. Trata-se apenas de uma “recomendação obrigatória” a um comportamento que melhor se coadune com uma sociedade mais aberta, plural, humana, fraterna, justa e solidária…

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