luciana-levyNa última terça-feira, no voo da TAM que saiu do Rio de Janeiro rumo a Brasília, ao saber que o deputado federal Jair Bolsonaro seria seu vizinho de poltrona, o também deputado federal Jean Wyllys trocou de lugar, protagonizando uma atitude que gerou grande repercussão nas redes sociais.

Bolsonaro, em seu perfil no Facebook, disse que a atitude de Wyllys era uma “clara demonstração de intolerância, preconceito, discriminação e heterofobia”. Bolsonaro também escreveu que “Se fosse eu quem tivesse praticado tal atitude, pelo PLC 122/2006, que criminaliza a homofobia, estaria sujeito à pena de 1 a 3 anos de reclusão, além da perda do mandato”. Jean Wyllys, por sua vez, não quis comentar o episódio.

Para surpresa de todos, a assessoria de comunicação da TAM divulgou nota na manhã de hoje na qual afirma que “a escolha dos lugares dos deputados não se deu por acaso”.

A empresa revelou que “acompanhando as iniciativas contra a intolerância e preconceito, das quais se destaca a #HumanizaRedes, decidimos incentivar que desafetos viagem juntos para que deste modo, façam as pazes.”

A nota lamenta o ocorrido entre Wyllys e Bolsonaro, e informa que deflagrará uma campanha, na qual serão divulgadas fotografias de pessoas que até então não se suportavam, juntas no interior de aeronaves da empresa.

O diretor de marketing da empresa explica que “vamos convidar a Luciana Genro para viajar com o Levy Fidelix para a Ciudad Del Leste, onde poderão passear e comprar produtos chineses de um e noventa e nove.

Também vamos tentar convencer a Marilena Chauí a ir até Richmond para visitar o Olavo de Carvalho e de lá, viajar com ele para curtirem uma praia. Também vamos convidar a Maria do Rosário e o Joselito Müller para embarcarem juntos para a excêntrica cidade de Lapão Roliço”.

A iniciativa, que depende unicamente das pessoas querem fazer as pazes, foi elogiada por várias autoridades e ativistas anti-intolerância, chegando a despertar até manifestações elogiosas da ONU.

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