Sem o Ministério da Cultura, jamais teríamos chegado onde chegamos.”

A frase acima foi dita em uníssono em protesto ocorrido na manhã de hoje no centro do Rio e que reuniu todos os brasileiros que foram agraciados pelos prêmios Nobel e Oscar.

A extinção do MinC é um retrocesso, já que significa o fim da cultura brasileira, que só conseguiu atingir a pujança atual graças às políticas desenvolvidas pelos burocratas outrora nomeados pelos presidentes”, disse o escritor Marcolino Jaguatirica, ganhador do Nobel de Literatura.

Ele rememorou que só conseguiu emplacar na carreira de escritor graças ao apoio que recebeu do ministério da cultura, que adquiriu milhares de exemplares de seus livros para doar para escolas públicas.

Sei que nas escolas públicas quase ninguém sabe ler e os que sabem não curtem muito esse negócio de livro, mas o apoio do MinC foi fundamental para mim e continua sendo até hoje, pois se deixar de comprar meus livros eu vou ter que procurar emprego.”

O dramaturgo Aristófanes Arapuá, que também se encontrava no ato, denunciou que “Temer é antiquado e não gosta de cultura. Não consta que ele tenha assistido nenhuma das peças relevantes para a dramaturgia brasileira, tais como Macaquinhos.”

Ele ressalta que peças de teatro polêmicas como a mencionada têm que ter apoio financeiro do estado, pois o público não quer ir vê-las.

Embora esse tipo de performance represente a essência da alma do brasileiro contemporâneo, o público não gosta muito e o borderô, ao fim da apresentação, é sempre desanimador. Então é necessário esse incentivo para que esse importante trabalho no campo da dramaturgia prossiga.”

A triste notícia do rebaixamento do Ministério da Cultura à condição de Secretaria tem sido enfrentada por artistas e intelectuais em constantes manifestações.

A medida, no entanto, não é sinônimo de fim de patrocínio estatal para obras de arte, mas muitos artistas temem que haja uma redefinição de critérios.

Se houver redefinição dos critérios de financiamento, obras da relevância do clip do Luan Santana em Cuba, por exemplo, estariam ameaçadas.”

O financiamento referido é feito por meio da chamada Lei Rouanet, que financia importantes obras em todos os campos da arte, sendo unanimidade entre especialistas a importância da mesma para a cultura nacional.

Se um cienasta faz um filme e ninguém quer ver, como é que ia fazer para sobreviver sem essa lei?”, questionou um manifestante que se autodenominou como poeta.

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