BRASILIA –  O Banco Central do Brasil estuda a possibilidade de começar a publicar, a partir de maio, uma nova estatística denominada “Índice de Inflação Real”.  O índice tornou-se necessário após a perda de confiança nas informações oficiais publicadas pelo governo, que propositadamente subestimam desvalorização da moeda nacional.

“Dizem que o imposto inflacionário ficará em torno de 8% em 2015”, afirmou o economista norte-americano Paul Krugman, “mas todos sabem que a estatística oficial não passa de um embuste”.  “Tudo no Brasil subiu 30, 40, 50% … até as camisinhas tamanho P estão caríssimas”, reclamou o ilustre keynesiano que vem ao país regularmente em viagem de turismo sexual.

Em iniciativa inédita na história econômica, antes de divulgar o Índice de Inflação Real, o governo começará a pagar funcionários, fornecedores e pensionistas em notas de “zero reais” para refletir mais precisamente o valor inerente da moeda.  E todas as aplicações financeiras, debêntures, poupanças, títulos públicos, etc, serão convertidos em notas de zero reais após o desconto do imposto de renda na fonte.

Alguns economistas mais pragmáticos propuseram que todas as cédulas nacionais, independente de denominação, fossem manufaturadas em forma de rolo contínuo, com linhas perfuradas e em papel mais macio para que tivessem outras utilidades além de instrumento de troca. A proposta não foi acatada pelo governo devido a uma incapacidade técnica por parte da Casa da Moeda.

Ao ser questionado a respeito das novas cédulas de zero reais, o diretor do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou que “o estado brasileiro sempre trabalhou com base em ficções inventadas por governantes prepotentes e marqueteiros alucinados.  Agora que precisamos um pouco mais de realismo econômico, lançar uma nota que reflete o seu real valor é um ótimo passo nessa direção”.

* Direto da Bloomberg Business para Joselito Müller

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