BRASÍLIA – O presidiário José Dirceu, do PT, que atualmente cumpre pena em regime aberto por ser o líder da quadrilha do Mensalão, lamentou o indeferimento de seu pedido de Habeas Corpus preventivo, protocolado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

O pedido era preventivo, ou seja, tinha como objetivo evitar eventual prisão ilegal do ex-ministro de Lula.

“Sei que de certo modo eu estou preso, já que estou cumprindo pena, mas achei que seria injusto eu ser preso de novo. Por isso impetrei o habeas corpus”, explica Dirceu.

Ele lamentou o decisão do Tribunal, que negou seu pedido, mediante fundamente de que não há iminente ilegalidade capaz de comprometer o direito de ir e vir de Dirceu.

“O objetivo do habeas corpus não era nem eu ficar livre, já que, como disse, estou cumprindo pena. O objetivo era pedagógico, já que todo mundo sabe que cadeia não resolve nada. Não é capaz de ressocializar. Ao invés de cadeia, melhor dar escola e lazer. Por esse mesmo motivo é que nós do PT somos contra a redução da maioridade penal”, filosofou.

Dirceu esclareceu que pediu em seu habeas corpus que, ao invés de cadeia , lhe fosse dado a oportunidade de frequentar escola pública, gratuita e de qualidade.

“Muitos jovens que nem eu, pobres e negros, que não tiveram oportunidades sociais, viram criminosos”, declarou.

Ele recordou, para reforçar seus argumentos, que mesmo quando cumpria pena em regime fechado, recebeu mais de um milhão de reais em propina (Veja).

“Se cadeia reeducasse, eu não continuaria roubando mesmo depois de preso”, concluiu.

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